Like a rolling stone?

"How does it feel, to be on your own, with no direction home, like a complete unknown, like a rolling stone?"

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

King Arthur's Table.

Uma Portuguesa, uma Romena, um Espanhol, um Francês e um Inglês foram visitar Winchester e viram a Tábula Redonda do Rei Artur.





Parece que a necessidade de deixar uma marca nas paredes sempre fez parte da humanidade...


sábado, 30 de Janeiro de 2010

An unusually sunny day.

Porque muitas vezes a cidade sufoca.
(Umas mais do que outras.)


New Forest







The Mushroom Gathering Expert - Dave.



The Bird Watcher - Alex.




Dinner!










sábado, 23 de Janeiro de 2010

Life - A Turbulent Flow description.

"The Turbulence Sydrome"

Disorder (irreproducible in detail)
Efficient mixing
Vorticity (irregularly distributed in 3 dimensions)

Turbulent flow:
- Irregular sinuous paths
- Velocity changes
- Fluid motion unpredictable
- Cannot be analysed by mathematical theory - requires empirical/experimental study.


Who would say I'd come across such a sensible concept while revising Coastal and Estuarine Oceanography...

"Tenho em mim todos os sonhos do mundo."

"Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

Álvaro de Campos.

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Cansaço.

O que há em mim é sobretudo cansaço.
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada.
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas,
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada;
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...


E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos



De estudar.
Principalmente de estudar em inglês. Cansa mais.
De cozinhar e lavar a louça.
De não surfar.
De não ver o mar.
De não sair de casa (a estudar).

"Não disto nem daquilo.
Ele mesmo, assim mesmo. Cansaço."




Boatwork no Callista. Antes do Natal.
Uma brisa marinha.






A Mariana vai a Bude (Cornwall) surfar água a 8ºC com luvas e botas e gorro.
A Mariana vai a Madrid ver os amigos.
A Mariana vai ao Egipto ver a amiga, com os amigos.
A Mariana quer ir surfar em algum lado e quer ir ao snowboard algures.

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Cliché.

NÃO PRETENDO COM ESTE POST FERIR SUSCEPTIBILIDADES OU CRITICAR MANEIRAS DE SER.
É APENAS MAIS UMA DIVAGAÇÃO, UMA BRINCADEIRA DE CRIANÇAS.
POR FAVOR NÃO LEVAR A PEITO NADA DO QUE AQUI FOI DITO, PORQUE SE HÁ ALGUMA VERDADE EM TUDO ISTO RESIDE NO FACTO DE EU ME IDENTIFICAR COM QUASE TODAS AS COISAS DESCRITAS (EXCEPTO O FUMAR E A DEPRESSAO).


Aproveito toda a irritação acumulada de um dia passado fechada em casa a estudar, porque o estudo estava atrasado,
porque ultimamente a minha produtividade já não é o que era e os dias perdem-se entre coisas inúteis que permeiam o próprio estudo,
para descarregar em cima de qualquer coisa.

Pode ser em cima dos pseudo-intelectuais que povoam Portugal, concentrados talvez em cidades pseudo-mais-artísticas que as outras, como o Porto, eventualmente.

Há um grupo de pessoas que gosta de arte, de música e cinema alternativo, de teatro, de Fernando Pessoa, de Paris, de fotografia (principalmente a preto e branco), de francês, do Porto, de dias de Outono, de se deprimir de vez em quando (ou frequentemente, dependendo do nível de pseudo-intelectualidade), e de fumar.
O incontornável cigarro-do-intelectual.
Porque fumar fica bem, combina com pensar, com beber uma cerveja enquanto se discute o nada ou o futuro da humanidade, com produção musical e quiçá artística, dá aquele ar de estou-me-nas-tintas-para-o-facto-disto-fazer-mal-vamos-todos-morrer-um-dia assim a atirar para o retro, para os 60's, que tanto encaixa neste grupo de pseudo-intelectuais que parece co-existir num mundo pseudo-à-parte do nosso.

É verdade que vamos todos morrer um dia, mas até fazia sentido que a cultura já tivesse estropiado da sociedade este tipo de atitude.

Inglaterra corre o risco de perder a sua população intelectual.
Os fumadores começam a escassear, entre a população mais jovem.
Ou são menos frequentes.
Quando a opção é vestir todas as camadas de roupa que se tiram ao entrar no calor de um pub e ir lá fora ao ar mais-que-frio fumar o seu cigarro, a intelectualidade fica em cheque.
O frio está a matar a intelectualidade.


Não que eu tenha algo contra arte e cinema e música e fotografia, tenho até um grande nicho na minha vida para alimentar a alma com tais delícias, e Fernando Pessoa é e há de ser um dos meus poetas de eleição, e já lá vai o tempo em que não gostava do Porto, e Paris até deve ser bonito, avec la Tour Eiffel et le Louvre et tout ça, e os meus queridos pais nasceram nos 60's portanto só pode ter sido uma grande época, e aposto que um dia até vou gostar do Outono quase tanto como do Verão, talvez quando a idade me trouxer mais melancolia ao ser, mas ó gente...


Fumar?

...

Cliché.






Fala-me do Mar.
Falta-me o meu Mar.
Algo más?
Es posible.

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

And so life goes on...

Hoje, um novo tipo de chuva se elevou ao estatuto de chuva menos favorita na minha lista de chuvas, destronando aquela chuva torrencial de Inverno que começa exactamente no momento em que saímos de casa e pára mal voltamos a entrar num sítio abrigado:

A chuva-quase-neve.

A chuva-quase-neve, possuindo o mesmo e típico carácter gelado da neve, tem em falta toda aquela elegância e delicado carisma com que a neve dança em direcção ao solo, caindo, ao invés, como se de uma sessão de acupunctura se tratasse.

E foi perseguida por esta chuva que voltei de mais um hora a nadar, tendo perdido várias vezes a conta aos metros que fiz...

Tendo os biscoitos-de-canela-maravilhos-da-Maria-João acabado há alguns dias, a minha sopa-quase-perfeita estar bem saborosa, ter praticamente substituido o arroz e a massa por todo o tipo de vegetais e saladas, acho que estou no bom caminho para perder o que ganhei o semestre passado.

O namorado Russo da Francesca cozinha para todos e ainda lava loiça.
Já lhe disse que pode ficar com este.
E que ele se pode mudar cá para casa que eu não me importo de ter mais uma pessoa a usar a casa de banho.
=D

O estudo para os exames continua...

E sem mais nada de interessante a não ser que qualquer pessoa que estude Biogeochemical Cycles in the Earth System tem a clara percepção de que de facto daqui poucos anos tudo vai ser diferente, seja pelo aquecimento global resultar em tempestades ou num horizonte de dissolução do carbonato de cálcio no oceano mais superficial, assim me despeço para ir descansar o corpo e a alma.